domingo, 20 de junho de 2010

Faz com que resulte

Não sei se me ouves
Só sei que te quero
Não sei se me vês
Mas sei que preciso

Sussurro o teu nome
Mas não te oiço
Não me deixes para trás

Dá-me a mão
Faz com que aconteça

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Everything

Nada resta, nada fica, quando tudo é destruido à passagem, quando a pilhagem revoltosa se funde com a necessidade ilusório de nada se ter de fazer.

Partir... partir... partir

Pequenos pedaços ficam, fundidos no inconsciente levemente libertado mas progressivamente, com o passar do tempo serão recalcados e por fim adormecidos num sono eterno.

Morto... morto... morto

Fica por enquanto o doce cheiro, o suave tacto a seda, o fraco sabor do liquido que teima em escacear enquanto deche levemente pela garganta.

Tic... Tac... Tic

O tempo passa e nada fica, apenas um amargo sabor de derrota, de injustiça planeada, de uma mentira mal planeada.

Falhado...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Carta sobre o adeus

Aqui estou eu a largar o meu fardo, passado 3 longos anos onde a cada dia que passava,a cada noite que chegava eu discernia, dissecava, media e pesava todas as vantagens desta acção. Uma acção puramente racional, com todas as consequências bem pensadas.
Não existe rancor, mágoa ou remorsos. Apenas transporto comigo alegria, experiencias positivas, não me quero libertar com assuntos incabados ou negócios por resolver.
Parto realizado em vários aspectos da minha vida, cada ano que envelheci olho para eles cheios de momentos espetaculares: pessoas, momentos, sitios, sentimentos.
Não irá haver retorno, espaços indestintos cobertos com gritos repletos de despero e de arrependimento, pois parto de consciencia tranquila.
Nunca abandonarei todos os que me seguiram com afinco, carinho e interesse, estarei sempre presente para todos... todos mesmo, sem excluir mesmo aqueles que demonstraram-me coisas menos boas.

Do eterno Alexandre Vaart